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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Máquina para amolar lâmina circular

No nosso ramo de artesanato é grande a variedade de produtos e ferramentas que prometem facilitar a nossa vida. Como estou há um bom tempo nessa área e sei que nem sempre todas as promessas são verdadeiras, tenho muita desconfiança de tudo. No meu último curso no Rio de Janeiro, a minha querida amiga Ana Claudia Brito, me apresentou uma máquina que ela tinha comprado para amolar as lâminas do seu cortador circular.
 A Claudia me apresentou a máquina e pediu pra eu testar e dizer o que eu achei.
 Muito desconfiada, pequei a máquina, li as instruções e peguei uma lâmina bem sem fio para testar.
 E para a minha surpresa, não é que a lâmina ficou bem amolada novamente!
Realmente eu não esperava por essa.
Então se você tiver a oportunidade de comprar, acredito que esse é um bom investimento.
Os materiais de reposição da máquina são bem baratos, como a pedra de amolar e o óleo de afiação. Todas essas ferramentas estão à venda no Amazon.com.
 Essa semana foi dedicada para a arrumação do meu ateliê. Estava tudo uma bagunça, mas fiquei impressionada mesmo foi com a sujeira dentro das minhas máquinas de costura. Essa foto é a minha Janome 4120. Pelo pouco que é usada, achei que tinha muitos fiapos de linha e tecido.
A minha industrial que só uso pra quilting, eu limpo com mais frequência, mas mesmo assim também achei que estava bem suja...
Mas agora elas estão limpinhas e prontas para o uso!
Não façam como eu. Limpem suas máquinas regularmente!
Obrigada por sua visita ao meu blog. Deixe seu comentário sobre suas experiências com a amolação de suas lâminas ou com a limpeza das suas máquinas. É sempre bom saber o que o outros fazem de diferente e dá certo.
Beijos e até mais!

sábado, 10 de maio de 2014

Manta de hexágonos.

As imagens que vou compartilhar com vocês hoje é uma manta de hexágonos que quiltei para uma cliente de São Paulo. Gostei muito do resultado final do trabalho. Espero que vocês também gostem.








Me desculpem a falta de texto explicativo para as fotos, mas essa semana estou numa correria muito grande. Espero que semana que vem eu possa ter mais tempo para elaborar melhor a próxima postagem.
Abraços e até lá. Feliz dia das mães pra todas nós!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vídeo com o padrão de corações

Olá amigas, o padrão de quilting escolhido por vocês foi o padrão de corações. O de folhas ficou em segundo lugar com uma diferença muito pequena. Agradeço a participação de cada uma de vocês. Me sinto mais confiante quando sei que estou fazendo algo que atende às suas expectativas. Espero que gostem. É um vídeo curto, mas que pode ser visto várias vezes, caso desejem entender melhor como eu fiz.

Até a semana que vem e espero estar postando novos vídeos muito em breve!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dicas de como fazer bargello

Estou ensinando para a minha aluna Letícia Saft algumas técnicas de bargello. É uma aluna muito talentosa e costura com muito capricho. Ela está fazendo duas capas para as suas máquinas de costura usando duas técnicas de bargello diferentes.
Primeiro eu comecei com a técnica mais comum. Que é a de fazer um tubo com várias tiras. Vejam como ficou lindo.
 A escolha das cores e a transição entre elas foi fundamental para o impacto visual.
Uma ótima técnica para fazer capa de máquina de costura.
 Se você tem vontade de fazer um bargello como esse ou já fez e não gostou muito do resultado, vou aproveitar que estou mostrando o trabalho da Letícia e vou deixar aqui algumas dicas para as iniciantes.
Ao selecionar os tecidos que farão parte do seu bargello,  eu recomendo uns 20 tecidos diferentes para um efeito mais impactante. Não importa muito se combinam entre sim.
Depois os ordene por valores de luz e sombra. Isso quer dizer do mais escuro pra o mais claro ou vice-versa. As combinações ficam melhor quando há pelo menos duas áreas de luz e sombra.
Uma outra dica importante é costurar as tiras com um ponto menor do que aquele que você usa normalmente.
Depois que formar o tubo, não tem muita importância a largura das tiras, o que conta é que as tiras sejam cortadas num ângulo de 90° em relação à linha de costura e que as tiras tenham a mesma largura em suas extremidades.
Escolha um padrão de união das tiras, que pode ser da mais larga para a mais fina e da mais fina para a mais larga. Ou outra que desejar. Agora é só emendar na ordem que você escolher e ver o resultado final.
A segunda capa a Letícia ainda está terminando. A montagem é bem mais trabalhosa, mas de um efeito visual muito lindo. Quando estiver pronta mostrarei aqui.

Nessa foto dá pra dar uma olhadinha mais de perto no quilting da Letícia.
Ela fez o curso comigo e tem quiltado muito bem.
Por essa semana é só. Mas antes gostaria de agradecer a todos que vieram ao meu blog e deixaram comentários elogiosos para a minha colcha dos anéis. Vocês não sabem o quando me fizeram bem as suas palavras! Obrigada.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Minha nova máquina de costura para quiltar

O Juarez que me vendeu a minha primeira máquina industrial para quilting, preparou uma outra máquima pra mim, Dessa vez ele fez algumas modificações para que eu pudesse movimentar o tecido mais livremente. Na  prática a máquina fica na mesma posição que uma longarm, além disso sempre pára com a agulha no tecido.
Pode parecer pouca coisa, mas essas pequenas mudanças agilizam bastante o quilting.
A mesa também foi feita especialmente para ajudar no quilting, bem mais comprida que a outra.
A ideia de fazer uma máquina com essas modificações foi da Dirce, uma seguidora do blog que também adquiriu uma máquina do Juarez. Acabei conhecendo a Dirce pessoalmente quando ela fez o curso de quilting comigo e nos tornamos amigas. Ela é uma pessoa muito amável.
 A máquina fica de frente pra mim quando eu quilto.
 Aqui é a lateral esquerda.
 Esse lado é a lateral direita.
Uma vista mais de perto da parte frontal.
É possível regular a máquina em várias velocidades. Desde a mais lenta à mais rápida. A minha eu uso numa velocidade intermediária. Com o pedal, além de regular a velocidade, é possível levantar a agulha da máquina.
Demorei um pouquinho para me adaptar à nova máquina, mas estou bem acostumada com ela agora. Poder sempre parar a máquina com a agulha abaixada no tecido, agiliza bastante o quilting. A posição do braço, acabou com a frustração que eu tinha de sempre bater com o meu braço direito na lateral da máquina quando fazia algum movimento mais amplo.
Então, só me resta agradecer à Dirce e ao Juarez pela ajuda que eles me deram: Obrigada amigos!
Semana que vem apareço com mais novidades.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pé para quilting industrial

Essa semana finalmente consegui fazer imagens dos calcadores para quilting que o Juarez da JC Máquinas está produzindo.
A procura por esse pé tem sido muito boa. Juarez está conseguindo se tornar referência quando o assunto é pé calcador para quilting de máquina industrial. Segundo ele me explicou o pé que ele está comercializando agora é super resistente. "As peças estão sendo usinadas a partir de um único bloco e é isso que dá mais resistência", explicou.
Na foto acima está a chapa utilizada para esconder os transportadores da máquina.
Na terceira foto mostro uma imagem lateral do pé calcador.
As imagens seguintes mostram como as peças ficam depois de instaladas na máquina.
Pronta para quiltar!
Visão lateral.
O Juarez está preparando uma nova máquina para mim, com algumas modificações que ele considera que vai me ajudar para quiltar peças grandes. Já dei uma olhada na máquina. Em breve espero poder trabalhar nela. Quando isso acontecer compartilharei as minhas impressões com vocês.
Caso você queira entrar em contato com o Juarez para informações sobre o pé calcador aqui vai os contatos dele:

JC Máquinas de Costura Industrial Ltda
Rua José do Patrocínio, n° 843 sala 1
Bairro Rio Branco
Novo Hamburgo - RS
Fone: (51) 3595-2136 ou (51) 9978-1250


Na próxima semana pretendo estar publicando a primeira promoção do blog, que terá o patrocínio da Doce Retalho.
Até mais!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Como colocar pé de quilting reto

Algumas pessoas têm chegado ao meu blog procurando um passo a passo ensinando a colocar o pé calcador de quilting reto (walking foot). Como eu não tinha essa informação, apenas ensinava a colocar o pé de quilting livre, resolvi disponibilizar essa informação agora.
Primeiro de tudo vamos precisar de uma chave de fenda e um pé calcador de quilting reto.
Com a chave de fenda solte o parafuso que prende o suporte do calcador.
 Depois de desaparafusado, o pé calcador que estava na máquina deve sair junto com o suporte.
 Antes de encaixar o pé de quilting reto na máquina, não esqueça de colocar a haste que estou segurando na foto abaixo sobre o parafuso de fixação da agulha!
Na foto seguinte o pé de quilting reto está colocado no local certo.
 Na próxima foto mostro como deve ficar encaixado no lado oposto.
 Na última foto o pé está com o parafuso apertado. Não esqueça de deixar o parafuso bem preso, para poder costurar sem contra-tempos.
 Até a próxima e um feliz natal pra todos e um ano novo também!


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Os tesouros de Hanna


Uma colcha que quiltei será enviada para a Alemanha como presente de casamento. Fiquei muito empolgada com a idéia de saber que uma peça que ajudei a fazer iria para outro país e resolvi fazer umas fotos da colcha já pronta, com viés (as peças que mostro aqui geralmente estão inacabadas). Quem executou o projeto foi a minha aluna Hanna Götz, uma pessoa muito querida. É um privilégio poder ajudá-la a executar seus projetos. O que mais me encanta nela é o seu desejo de fazer trabalhos desafiadores, com muitos recortes e peças pequenas.

Esse presente será enviado com uma poesia que fala de cataventos.

Para complementar a proposta dos cataventos fiz um quilting que representa  os ventos nas bordas da colcha.

Dona Hanna, sempre que pode me mostra seus tesouros e me conta histórias sobre sua família que veio da Alemanha e que hoje está espalhada pelo mundo. Ela sempre me contou que faz suas costuras numa máquina bem antiga. Nunca duvidei que fosse antiga, mas não imaginei que fosse tão antiga assim. Dêem uma olhadinha na foto que tirei da máquina dela.



A máquina foi comprada por volta de 1940 e custou 12,00 Cruzeiros (moeda da época). Segundo ela, foi necessário passar um ano economizando o seu salário de professora e ainda assim teve que contar com a ajuda de 3 Cruzeiros do marido. A máquina está perfeita e funciona com pedal. Para quem acredita que patchwork só pode ser feito com uma máquina eletrônica e cheia de recursos, está é uma prova de que só é preciso uma pessoa com determinação para se fazer grandes coisas.



Na casa de uma amante dos trabalhos manuais em cada canto é possível encontrar uma relíquia e uma dessas foi um livro de trabalhos manuais. Não sei determinar o ano exato de publicação do livro, mas a primeira dedicatória data de 1916. O livro está escrito em alemão e o seu título pode ser traduzido como "O Grande livro dos trabalhos manuais".
O livro tem capa dura.
Detalhe da primeira dedicatória.
Aqui a dedicatória comprovando a mudança de propriedade do livro em 1979.
O livro contém os ensinamentos de várias técnicas artesanais. É interessante ver que já naquele tempo os editores se preocupavam em criar materiais didáticos voltados para o artesanato e com excelente qualidade gráfica para a época.
Aqui ensina renda de bilro.
Nessas páginas o macramê.
Visitar dona Hanna foi muito agradável. Tenho certeza que o casal de noivos que vai receber a colcha terá um presente feito com muito amor e vai trazer muitas vibrações positivas para o seu lar.
Espero vocês no próximo post.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Margem de costura em patchwork


Hoje resolvi falar sobre margem de costura por achar que esse deve ser um dos pontos de maior dúvida para quem está começando no patchwork. Normalmente usa-se um pé de máquina, o que equivale a 1/4 de polegada ou 0,75 cm aproximadamente de margem de costura.
Nos projetos em centímetros com uma margem de 0,75 cm é preciso acrescentar 1,5 cm nas medidas das peças. Algumas pessoas acham essa medida um pouco complicada e optam por trabalhar com um centímetro ou meio centímetro de margem de costura. Dessa forma ao acrescentar as duas margens de costura, sempre têm um número inteiro.
Eu prefiro trabalhar com a margem de 0,75 cm, por ser a mais aproximada de 1/4 de polegada. Eu já me acostumei com os cálculos, na hora de fazer os meus projetos de patchwork. Se você está começando eu aconselho a optar por essa margem. A menor corre-se o risco de descosturar. Qualquer deslize e a peça pode ficar com uma falha na costura. Já a margem de 1 cm acho que fica muito grande, o que acaba por consumir mais tecido...
Caso você queira dar uma margem de costura maior ou menor que o pé de máquina, tem uma dica bem simples que aprendi com a Valesca Spidler, professora na Doce Retalho. É só colocar a fita métrica sobre o pé da máquina. Ajustar a marca de início do centrímetro e ir direcionando a ponta da agulha até chegar na medida que você desejar.

O tamanho da margem vai determinar a largura no viés. Se a margem for larga, o viés ficará largo e se for estreito ficará estreito.
Independente da largura de sua margem de costura, o que importa é que você tenha um bom controle da máquina para que a costura saia o mais reto possível. Um avesso com as costuras parelhas permite que o topo fique liso, sem ondas ou pregas.

Eu que pego peças de outras pessoas, às vezes me deparo  com costuras bem tortas e isso acaba prejudicando na hora de quiltar, pois fica difícil evitar as rugas ou pregas no tecido.
Espero que essas dicas possam ser de grande ajuda.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pé para quilting de máquina industrial e outras novidades.

Foi aqui que comprei a minha máquina industrial.
Muitas leitoras do blog estão relatando dificuldades em conseguir o pé de quilting para a máquina industrial. Para tentar resolver esse problema, eu fui à loja onde comprei a minha e conversei com o responsável sobre esse assunto. Saí de lá com boas notícias para vocês.
O Juarez Carvalho proprietário da loja, me contou que está desenvolvendo um pé para quilting especialmente para uso em máquina industrial. O Valor do pé ainda não está definido, mas ele me adiantou que até o começo de abril  o pé estará à venda na loja dele.
Conforme o Juarez me explicou, "esse tipo de pé só é fabricado para as máquinas domésticas". Por isso muitas de vocês não conseguem fazer a adaptação na máquina industrial. Se você tem uma máquina industrial e gostaria de fazer a adaptação você já pode encomendar o pé de quilting na loja do Juarez.
Segue os contatos dele:

JC Máquinas de Costura Industrial Ltda
Rua José do Patrocínio, n° 843 sala 1
Bairro Rio Branco
Novo Hamburgo - RS
e-mail: jcmaquinasdecostura@hotmail.com
Fone: (51) 3595-2136 ou (51) 9978-1250
 
A localização da loja é ótima, bem em frente a Entre Malhas. A gente vai lá pra ver a máquina e já dá uma esticadinha pra comprar teciddos!


A gente sai da JC Máquinas e dá de cara com a Entre Malhas.

Eu aproveitei a passagem na loja do Juarez para tirar algumas dúvidas. Uma foi sobre a tensão da linha. Segundo ele me informou, não é preciso fazer nenhum ajuste da tensão da linha ao preparar a máquina para quilting. Para saber se a tensão da sua máquina está correta é preciso obsarvar se a junção da linha de baixo com a de cima está bem no centro. Nem aparecendo na parte de baixo, nem na parte de cima. Essa regra vale para qualquer costura (quilting ou reta).

Outra informação que peguei com ele foi com relação aos preços das máquinas que ele vende e que podem ser adaptadas para quiltar. Na loja dele existem 3 opções.

Juarez ao lado de uma máquina industrial com motor convencional.

A primeira opção é uma máquina com motor convencional. A principal vantagem dessa máquina é quanto ao preço. Mas o motor convencional é muito rápido e dificulta o controle da máquina por parte de quem está aprendendo. Além de apresentar um consumo maior de energia. Quando fui comprar a minha o preço era de R$ 1.300,00.

Motor convencional mais de perto

A segunda opção é uma máquina igual a minha com motor eletrônico de duas velocidades. Esse motor, que custa R$ 480,00, permite um controle da velocidade, mas não é possível fazer a agulha parar sempre em baixo. Me esqueci de perguntar o preço da máquina completa, já com o pé de quilting.
Esse é o controlador de velocidade da Direct Drive.
A terceira opção é uma máquina com motor eletrônico embutido, a Direct Drive. Com essa é possível um controle ainda maior da velocidade. Pode-se costurar com 300 rpm a 5.500 rpm e ainda tem a opção de parada da agulha sempre em baixo. As máquinas com motor eletrônico embutido custam R$1.680,00 (sem a adaptação para quilting). Se eu soubesse disso na época que comprei a minha, teria levado essa...
Como na loja não tinha nenhuma Direct Drive no momento, ele prometeu que vai me convidar para fazer um teste, assim que uma máquina dessas chegar lá. Eu pretendo aceitar o convite imediatamente e espero poder fazer um vídeo para que vocês possam ver como é utilizar a máquina. 

Espero em breve trazer mais novidades sobre esse assunto.

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