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sábado, 25 de maio de 2013

Encontrei linhas Varicor à venda


As linhas Varicor não são mais fabricadas, mas ainda é possível encontrar alguém que as tenha em estoque e queira vendê-las. Pela primeira vez consegui entrar em contato com alguém que tem essas linhas e está disposta a negociá-las.
Hoje quero mostrar pra vocês uma parte das linhas que eu consegui adquirir. Apesar de terem sido fabricadas há vários anos as linhas estão em perfeito estado. O brilho e a delicadeza são maravilhosos.
 Essas são as linhas Aleluia matizadas.
 Aleluia matizada preto e branco
 Outras combinações de matizado que achei interessante.
 Essas não são matizadas, mas combinam perfeitamente entre si.
 Os tons de lilás e roxo são um charme só.
 Cores mais quente (amarelo, laranja e marrom)
 Linha Imperial tem um brilho e uma...
 ...testura inesperada.
 Fio de verão: uma linha  mais grossa, também em cores matizadas perfeita para fazer nó francês e rococó.
 Bossa Nova é a linha que eu mais gosto...
 ... tem uma espessura ótima para dar volume ao bordado
 Mme. Maia, essa linha leva o nome da sua criadora, D. Elisa Maia.
Essas linhas são um pouco mais finas que a linha Imperial, mas eu não consegui identificar qual é.
Nem preciso dizer que estou super contente com essa minha aquisição. Elas são muito lindas, certamente dão uma beleza maior a qualquer bordado. Só não sei se terei coragem de usá-las. 
Se você ama bordado e gostaria de poder utilizar essas linhas pode entrar em contato com a minha amiga Astrid pelo e-mail astridnogueira@gmail.com, que ela tem um bom estoque dessas linhas para vender.
Antes de terminar o post dessa semana, quero acrescentar que estou perto de conseguir novas informações sobre a criadora das linhas Varicor, Elisa Maia. Já fiz os primeiros contatos e ao que parece a família nunca vendeu os direitos autorais dos livros de D. Elisa Maia. Assim que eu confirmar essa informação recolocarei as postagens sobre D. Elisa no blog. Desejem-me sorte!
Até semana que vem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Um presente valioso

A Lucimara Maeda é uma pessoa que conheci graças ao blog. Sempre que ela faz algum dos meus paps ela faz a gentileza de compartilhar as imagens comigo, o que me deixa muito contente. É uma amizade que só existe graças a internet, nós ainda não nos conhecemos pessoalmente.
Recentemente ela me fez uma grande surpresa ao me dar de presente várias revistas com desenhos para bordados. O que faz esse presente ser valioso é a antiguidade dos bordados. Duas são da década de 1950 e as outras de 1970. Todas com desenhos e riscos lindíssimos.
O meu desejo era imediatamente compartilhar as imagens com vocês, mas devido a questão dos direitos autorias estou em dúvidas quanto a possibilidade de escanear as imagens. Para evitar ter que retirar a postagem, resolvi colocar algumas fotos dos livros mais antigos.

As revistas datam de outubro de 1945 e agosto de 1956
 Uma verdadeira relíquia!
 Risco de um bordado central de uma camisa de batizado.
 São tão delicados!
 Aqui informações sobre a revista. Era uma publicação mensal e custava 30,00 Cruzeiros.
 Era patrocinada pelas linhas Âncora.
 Esse texto retrata bem como eram os hábitos da época: o marido era quem comprava as revistas.
 Uma verdadeira terapia fazer uma peça dessa!
 Simplicidade e elegância.
 Modelo de babador.
 Barrados com cantos.
 Um típico bebê de comerciais dos anos 50.
 Que risco de bordado mais delicado! Os pontinhos são feitos com nó francês.
 Maravilha de roupinha de pagão.
 Barrado para manta de bebê.
 Dá vontade bordar todos esses riscos.
Preciso bordar mais!
O cartão que a Lucimara mandou pra mim.
Espero que as imagens de hoje possam servir de inspiração para você que, como eu, adora passear pela internet a procura de inspiração.
Lucimara, deixo aqui registrado o meu muito obrigada, por esse presente maravilhoso que você meu deu.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Retirando imagens dos Bordados Brasileiros

Depois de muito tempo tentando descobrir se era verdade a informação de que os direitos autorais dos riscos de D. Elisa Maia foram vendidos para uma americana, resolvi colocar as minhas postagens com imagens desses riscos de volta no blog. Entrei em contato com familiares de D. Elisa e fui informada que eles desconhecem a venda dos direitos autorias e que se isso foi feito foi feito de maneira irregular. Os familiares estão tentando descobrir como os riscos de D. Elisa foram parar em livros publicados nos Estados Unidos. Assim que obtiver alguma informação mais importante estarei publicando no blog.

É com muito pesar que eu estou retirando do meu blog as imagens de riscos das linhas Varicor que eu havia disponibilizado com o objetivo de resgatar essa parte de nossa história.
Esse final de semana fui informada por minha amiga Wal que os direitos autorais dos desenhos de Elisa Maia foram comprados por uma americana em 1990. Ou seja, ao contrário do que eu pensava, os riscos não estão livres para distribuição na internet.
Vou continuar com as aulas que a D. Olga Melim me enviou. São um total de 10 e só faltam duas para serem publicadas.
Quem comprou os direitos das imagens dos riscos das linhas Varicor foi Zeann Aguilar. Pesquisei um pouco sobre ela na internet e descobri que ela tinha uma loja em West Valley City a NeedleArts Zeann, especializada em linhas para bordado brasileiro, ponto cruz e tecidos. A loja fechou em dezembro de 2005. Nada mais pude encontrar.
Como não tenho como entrar em contato com ela para pedir autorização para divulgar essas imagens tomei a decisão de retirá-las do meu blog. Agora só colocarei imagens de gráficos, riscos e bordados de meus próprios bordados ou de pessoas que me autorizarem a publicação.
A Wal me pediu para colocar o texto abaixo em todas as postagens com fotos dos bordados feitos com os riscos da D. Elisa Maia.

“Bordado Varicor, bordado por (..nomede quem bordou..), circa 1965. Riscos Varicor. Para Riscos e instruçõesprocurem pelo livro Dimensional Embroidery de Zeann Aguilar. / Brazilian Dimensional Embroidery needlework, sewn by Vani Brai, circa 1965. Varicor patterns. For patterns and instructions refer to Dimensional Embroidery by Zeann Aguilar.”

Desde já agradeço a compreensão de vocês que me acompanham nesse meu objetivo de reviver os áureos tempos em que as mulheres no Brasil tinham verdadeira paixão pelo bordado com as linhas Varicor.
Vou continuar com meus ideais só não vou publicar mais as imagens dos folhetos de Elisa Maia.
Até mais.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Direitos autorais e patchwork

A capacidade de criar modelos e combinações de cores é um dom necessário para quem gosta de fazer patchwork. O problema é que nem todos têm essa capacidade bem desenvolvida. Ao admirarmos uma peça bem executada é normal ter o desejo de poder fazer uma igual ou parecida. É nesse ponto que as coisas se complicam. Nem todos têm o mesmo entendimento sobre o que é correto fazer ou não.
Não quero que esse post seja entendido como uma acusação, apenas como um ponto de partida para uma reflexão sobre um tema tão delicado. Essa semana vi uma de minhas amigas no Orkut colocar uma mensagem reclamando da cópia de um trabalho seu que foi publicado em uma revista sem mencionar o seu nome como design da peça. Ou seja a pessoa que executou o trabalho acabou levando os créditos pela criação e execução. Para evitar que seus trabalhos sejam copiados, sem os devidos créditos, minha amiga tomou uma decisão radical: não vai mais criar nada! 
É uma situação desagradável, sem dúvida. O que falta para que casos como esse não se repitam mais? A falta de conhecimento é o principal entrave, na minha avaliação. Acho que as pessoas quando não têm conhecimento das coisas acabam cometendo erros sem ao menos perceberem.
O patchwork é uma arte que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Cada vez aumenta o número de pessoas que admiram e se interessam por esse trabalho. Para as pessoas que têm por hábito copiar um trabalho de um livro ou mesmo um projeto free na internet sem esclarecer os créditos (intencionalmente ou não) é importante lembrar que a possibilidade de outras pessoas descobrirem que esse trabalho não é originalmente seu é muito grande.
Quando nos aprofundamos no patchwork, uma das primeiras coisas que aprendemos é a identificar as técnicas e trabalhos dos principais nomes que executam essa arte. Por isso se apropriar de uma idéia, mesmo sem intenção, não é bom para a imagem de quem deseja trabalhar nesse meio, principalmente publicando trabalhos em revistas. Mais cedo ou mais tarde a verdade será exposta...
Com relação a decisão tomada por minha amiga, acredito que ela acabou punindo a si mesma. Mesmo que meu trabalho seja copiado por muitas outras pessoas sem que o meu nome leve os créditos pela criação, não vou querer me punir com a falta de criatividade. Se sou capaz de criar coisas diferentes, de me inspirar olhando coisas simples do dia a dia e fazer coisas que me dão prazer, mesmo que outros queiram se apropriar de minhas ideias, não vou querer me condenar a uma vida sem criação.
Criar coisas é prazeroso, me deixa feliz. É mais excitante que levar o crédito (e isso também é bom).
Então, se algum dia você se sentir prejudicada pela falta de criatividade dos outros, não tome a decisão de punir a si mesma. Deixe a sua imaginação fluir. Divulgue seus  trabalhos em seu blog, no seu álbum do Orkut, no Picasa, revele suas fotos, mostre para os seus amigos e faça tudo o mais que puder para se exibir. Não espere que outros reconheçam o seu valor. Se valorize. Você vai ver que não se deixar abater por essas coisas é o melhor remédio.

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