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quinta-feira, 22 de março de 2018

A virose me pegou!

Olá amigas, estou um pouco afastada das redes sociais, mas não é por querer. Esses últimos dias tive que parar muitas coisas que estava fazendo por conta de uma virose. É realmente muito chato querer fazer as coisas e não ter condições. Então tive que me render ao fato de que é preciso repousar para se recuperar de uma doença. Não é uma resolução fácil de ser tomada porque eu tenho muitas coisas para fazer e não dou conta de fazer, nem a metade, estando com a minha saúde em dia, imaginem doente...
Estou com um projeto de fazer um alfabeto para ser bordado em monogramas. Tenho muitas ideias na cabeça para colocar isso em prática... Só falta eu me recuperar da virose... Ainda mais que prometi para alguns amigos que iria fazer a letra dos nomes deles...
 Fiz o desenho da letra E e parei por aqui. Estou louca para retomar esse trabalho!!!!
 A colcha que esperava estar com ela pronta essa semana, está parada também...
Fiz alguns avanços, mas não o suficiente para concluir tudo...
Era isso que tinha para contar pra vocês amigas. Me desejem sorte na recuperação dessa virose. É muito chato ter que ficar parada com tantas coisas para colocar em prática! Isso porque eu nem falei dos meus projetos para o Festival de Paducah! Desculpe não vir com boas notícias. Espero que semana que vem possa pelo pelos trazer as fotos da colcha finalizada. Beijos e até mais!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Vintage Quilting da Orleia


Decididamente fazer um Vintage Quilting é sempre muito emocionante! Nas duas primeiras peças que fiz, eu senti uma conexão com a pessoa que fez o bordado. Era como se a peça tivesse esperado mais de 40 anos para ser finalizada por mim. Mas dessa vez, a emoção, para minha surpresa foi bem diferente.
Eu achava que seria como finalizar um trabalho, mas a emoção foi outra. A principal diferença é que o conjunto de peças que a Orleia me enviou tinha uma história que podia ser contada, apenas observando as marcas deixadas pelo tempo.
Foram oito peças: um trilho e sete lugares americanos. O conjunto foi um presente dado pela mãe da Orleia e que ela sempre fez questão de usar nos momentos festivos da família dela. Ao observar o trilho pude perceber que mesmo tendo sua utilidade, não foi muito maltratado ao longo do tempo. Já os lugares americanos estavam mais desgastados, apesar de ser possível perceber o cuidado e a determinação de mantê-los sempre bem limpos e em boa forma.
E foi justamente por perceber o quanto a sua dona cuidava deles que eu senti um pouco o peso da responsabilidade em realizar o quilting nas peças. Enquanto que na minha primeira experiência com o vintage quilting parecia que eu estava completando um trabalho, dessa vez parecia que eu estava restaurando uma relíquia familiar!
Para o trilho não tive muitos receios, mas para os lugares americanos, foi um pouco mais complicado. Por terem sidos usados em festas eles passaram por muitas situações difíceis e essas situações deixaram marcas que os fragilizaram. Normalmente eu uso agulha 16, mas nesse caso eu optei por usar uma agulha um pouco mais fina, a 14 e também usei um tecido de forro mais fino para que o ponto do quilting não ficasse desregulado.
O que eu achei mais engraçado nesse trabalho, foi que parecia que as peças falavam comigo. Tinha momentos que eu me pegava imaginando as festas e como essas peças se sentiam felizes e orgulhosas de poderem sair das gavetas para serem exibidas nos momentos de reunião familiar! Parece meio louco, mas foi bem assim...
No centro das peças eu resolvi fazer uma trança de plumas e na borda externa também coloquei plumas, mas dessa vez espelhadas.. Apenas fiz algumas adaptações para que os padrões pudessem ser executados nos dois tamanhos de peças.
Como padrão de preenchimento ao redor dos bordados eu coloquei linhas retas, Mctavisching e bolinhas.
Foi muito gratificante fazer um trabalho com tanta história. Agora as peças estão preparadas para brilharem mais uma vez nas festas de final de ano da minha amiga!
E não posso deixar de encerrar essa postagem sem agradecer a Orleia por confiar em mim para adicionar mais beleza em peças já tão lindas!



Obrigada por sua visita e nós vemos semana que vem!





terça-feira, 26 de setembro de 2017

Esse é um critério justo?

Antes de entrar no tema principal da minha postagem quero deixar bem claro a importância que o Festival Internacional de Quilting e Patchwork de Gramado teve na minha vida. Se não me engano foi durante uma visita à edição de 2005 que eu decidi que iria me tornar uma quilter. A partir dessa data tudo que fiz foi com o objetivo de me aperfeiçoar. Fiz cursos com professoras de quilting, voltei à faculdade, onde fiz duas pós-graduação (Docência Superior e Comunicação na Moda), voltadas para o meu crescimento nessa área que tanto amo, comprei inúmeros livros que tratam do assunto e através da internet, estou sempre me colocando a par do que as quilters brasileiras e americanas estão fazendo.
Nós últimos anos o nível dos trabalhos que quilting melhoraram muito. Lembro que era comum ver peças participando da mostra competitiva com padrões de quilting muito simples, sem muita técnica. Hoje dá gosto de ver como as profissionais se aperfeiçoaram. É possível admirar peças com um grande nível de dificuldade. Brasileiras fazendo trabalhos na área do quilting que são reconhecidos a nível internacional.
E a maioria dessas quilters que chegaram a esse nível trabalham numa máquina estacionária, ou seja, não contam com as facilidades de uma longarm. Normalmente usamos uma máquina industrial adaptada para quilting. E não é fácil preparar uma peça para ser quiltada numa máquina estacionária, principalmente se for uma peça grande. É preciso espaço, temos que prender as três camadas para que não saiam do lugar e ainda temos que manusear a peça para dar forma aos padrões de quilting.
Numa longarm o preparo da peça é bem mais simples e rápido. E ainda tem algumas facilidades que a reta adaptada não nos oferece. Entre essas facilidades está o regulador de ponto e a praticidade de quiltar com régua. Você pode dizer que existem réguas para quiltar com a máquna estacionária, mas eu garanto que não é tão fácil quanto numa longarm.
Existe no Brasil muitas quilters de máquina estacionária que apresentam trabalhos com uma consistência no tamanho do ponto incrível. E isso não é fácil conseguir. É preciso muitas horas de treino. Nos meus cursos costumo comparar as quilters com pilotos de avião, quanto mais horas de voo, mais habilidade e experiência. A mesma coisa para mais horas de quilting. Numa longarm basta apertar alguns botões e o ponto sempre sairá do mesmo tamanho!
Será justo um festival colocar peças que foram quiltadas numa longarm e numa estacionária para serem avaliadas na mesma categoria? Não estaria na hora do Festival de Gramado por conta da sua história e importância para o patchwork e o quilting no Brasil fazer uma distinção nessa categoria?
Acredito que os organizadores de um Festival que tem uma mostra competitiva deve ter por princípio a preocupação com a elaboração de critérios justos.
Estive presente ao 20º Festival de Gramado e pude ver a grande quantidade de peças que foram feitas numa máquina estacionária que tinha um quilting excepcional, com nível de dificuldade, pontos regulares e preenchimento harmonioso. Não pude deixar de me questionar do porque de não ter uma categoria específica pra elas.
Acredito que o fato de competir de igual para igual com uma longarm quilter torna a competição desleal. Isso não é uma medida incentivadora. Por que eu iria competir num festival se estarei competindo com uma concorrente que tem um equipamento que apresenta funcionalidades melhores que o meu?
Dito isso, chegou a hora de comentar sobre a minha incredulidade ao ver a peça que ganhou o prêmio de melhor quiltng na 20ª Edição do Festival de Gramado. Eu não precisei de mais de 30 segundos para perceber que a peça foi feita numa longarm e que continha várias inconsistências com relação ao preenchimento do quilting. A peça apresentava uma densidade de quilting muito pequena no centro, o que não combinava com os padrões do meio e das bordas. Além de que os padrões do centro me pareceram feitos por computador, pois os cantos dos motivos não coincidiam com os cantos dos blocos.
Ao ver a peça escolhida fiquei me perguntando o que a comissão julgadora usou como critérios de julgamentos. Acredito que deva ter alguma boa explicação para a escolha, mas ao meu ver, nada que justifique, pois tinham peças feitas em longarms que apresentavam um nível de preenchimento melhor e mais cuidadoso, na minha opinião. Daí me vem outra pergunta: qual o nível de entendimento das avaliadoras do quilting desse festival? São pessoas que sabem quiltar? Essas pessoas sabem perceber quando é feito numa longarm ou numa estacionária? Para elas esses dois tipos de quilters são iguais e merecem disputar na mesma categoria?
Tudo isso me fez rever muitos dos meus posicionamentos. Eu nunca achei que haveria necessidade de participar de alguma associação de quilting, pois eu achava que isso não afetaria o meu trabalho. Grande engano! Eu preciso fazer parte de uma associação, eu preciso participar de algo onde eu possa expor os meus pontos de vista e buscar criar critérios mais justos para as quilters de máquina estacionária. Eu acho isso fundamental para quem deseja ver o quiltng e o patchwork crescendo cada vez mais no Brasil, pois não são todas que podem comprar uma longarm. E mesmo nos Estados Unidos, onde o número de longarms é muito maior que no Brasil, existe a separação entre as duas categorias. Acho que isso é uma demonstração de respeito para quem está participando da competição.
No meu entendimento um festival de quiltng que tem uma mostra competitiva tem por finalidade principal estimular a prática dessa arte e não fazer com que seus participantes tenham uma experiência frustante. Foi o que eu senti nesse último festival. Pois tinha uma peça quiltada por mim participando da competição e me pareceu muito injusto os critérios de julgamento do quilting. Não estou aqui dizendo que a minha peça merecia ter ganhado, mas sim, que achei injusto competir contra uma longarm quilter!
Desculpe pela ausência de fotos na postagem de hoje, mas achei melhor colocar penas texto, para expor a minha opinião.
Semana que vem volto com imagens de uma peça quiltada por mim! Obrigada por ter lido esse post até o final. Sinta-se à vontade para deixar a sua opinião aqui. Você acha justo quilters de longarm e quilters de máquina estacionária competirem na mesma categoria?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Trabalho da Sônia Pronto

Eu acho que gostar do que a gente faz é a melhor recompensa por um trabalho. E no caso dessa peça foi exatamente o que aconteceu. O projeto tem um efeito visual muito bonito e o quilting teria que realçar e não disputar a atenção com o patchwork. E conseguir atingir esse objetivo, me deixou muito satisfeita. E essa semana venho compartilhar as imagens desse trabalho com vocês!
 O patchwork desse trabalho é muito desafiante. Parece um quebra-cabeça diferente.
As emendas e cortes desse trabalho são um verdadeiro desafio. Não é nada intuitivo a maneira como ele foi montado, mas a Sônia Goldoni, dona da peça, me garantiu que não é tão difícil assim a execução. Quem desejar aprender os segredos desses trabalho, a Sônia vai estar ministrando esse curso num ateliê de Novo Hamburgo, no mês que vem.
 Para decidir o projeto de quilting eu dividi a peça em três áreas que são: os quadrados pequenos, as formas de L e os entre-meios. 
 Para cada uma dessas áreas eu desenvolvi um padrão.
 A parte que foi mais trabalhosa foi o entre-meio.
 Como eu queria fazer algo com áreas delimitadas, tive que marcar cada um dos encontros com marcador de tecido branco. Demorei muito nessa etapa...
 Os quadrados foram os padrões mais rápidos de serem executados. Usei as mesmas referências nos quadrados...
 ... mas nenhum ficou igual ao outro. Amei isso!
  As plumas (feathers) foram todas feitas à mão livre e acompanham a forma de L.
 A Sônia usou o tecido preto como forro do trabalho e isso deu um efeito maravilhoso na peça!
 O contraste da linha dourada com o fundo preto me surpreendeu.
Normalmente eu não mostro as linhas que uso nos meus trabalhos, mas dessa vez acho que vale a pena mostrar. Eu usei a linha matizada de quatro cores da Zenith no topo.
E na parte de baixo usei da linha da Vision D319. Ela não é metalizada, mas tem um efeito dourado muito bonito. Se você já foi minha aluna e prestou atenção nas minhas aulas, vai saber porque eu optei por essa linha na parte de baixo.
Amigas, por hoje é só. Espero que as imagens e as explicações que dei possam ser de ajuda no seu processo criativo. Até mais!

domingo, 27 de agosto de 2017

Trabalho da semana!

Semana corrida. Estou tentando terminar essa peça que tem data para ficar pronta e estou sentindo o peso da responsabilidade! Será que vou terminar a tempo? Será que vai ficar linda o suficiente para chamar a atenção das pessoas? Às vezes é bom a gente não pensar nessas coisas. Fazer só pelo simples fato de amar o que se faz...

Então estou tentando manter o meu equilíbrio para que seja prazeroso.
 E acho que estou conseguindo...
 Estou me surpreendendo com o resultado. Mal posso esperar para compartilhar com vocês como a peça vai ficar depois de pronta!!!
Estou também com uma turma e quilting básico que está tendo aulas uma vez por semana. Estou adorando receber as gurias que veem ao meu atelier para aprender comigo!
Por enquanto é só isso. Espero trazer a peça pronta na próxima postagem. Beijos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Colcha com bordados da Rejane Larcen

A colcha que vou mostrar para vocês é sem dúvidas o quilting mais difícil que fiz até hoje. O maior desafio foi fazer um projeto de quilting que complementasse e não ofuscasse os bordados delicados feitos pela Rejane Larcen, dona da colcha. Praticamente todo o bordado foi feito em ponto corrente com uma única perna de linha na agulha. Então a primeira escolha foi por uma cor de linha que combinasse perfeitamente com a cor do tecido para não aparecer muito.
E felizmente consegui as linhas certas para esse trabalho. É possível ver a textura, mas não é fácil identificar a linha!
O bloco central é composto por cinco fadinhas crianças que brincam no jardim encantado.
Ao redor das fadinhas crianças temos fadas adultas com suas mensagens positivas.
Para mim é como se eleas estivessem protegendos as fadinhas crianças no centro!
Criar histórias para justificar o quilting ajuda muito no desenvolvimento do processo criativo.
Para dar destaques às fadas eu coloquei ao redor delas o padrão de bolinhas e nas bordas eu coloquei plumas.
As bolinhas ajudaram a dar destaque ao vestido das fadas.
Na borda externa fiz uma grande pluma com o seu começo no centro da parte inferior.
 Seguem algumas fotos da parte de trás!





Era isso que tinha para essa semana. Semana passada não atualizei o blog por conta de uma gripe. Achei melhor ficar descansando e não tinha muitas novidades mesmo, ou pelo menos eu não estava com criatividade pra fazer uma postagem...
Semana que vem espero trazer pra vocês uma matéria sobre uma manta de bebê que eu fiz e que estou colocando vídeos no meu canal no Youtube, explicando como fazer!
Até mais!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Curso em Bento Gonçalves - Bellopano

Primeiramente queria pedir desculpas por não ter dado nenhum sinal essa semana. Adoro manter o meu blog atualizado, mas essa semana foi complicada. Peguei um resfriado que me deixou de cama e passei uns dias sem chegar perto do meu computador. Mas eu não poderia deixar de vir aqui essa semana e mostrar um pouco do meu curso na cidade de Bento Gonçalves, no ateliê Bellopano.

O lugar é belíssimo e achei que minhas peças combinaram com a decoração!
 Essa foi a primeira vez que viajei na companhia de alguém e esse alguém foi a minha filha Ana Carolina que ficou responsável pelas fotos.
 O ateliê Bellopano tem um estilo vintage muito bonito. A Ana não se cansou de tirar fotos!
 Cuidado e atenção em todos os detalhes!
 Tudo super organizado!
 As alunas estavam muito interessadas em aprender!
 Foi ótimo!!
 Hora de treinar e colocar em prática o que aprenderam.
 Todas muito esforçadas!






 Ana acabou desenhando alguma coisa também, depois de ver as alunas desenhando.
Essa semana voltarei novamente à Bento Gonçalves para o segundo dia de aula. 
Por conta do resfriado também não coloquei vídeo novo no meu canal, mas já estou com alguns vídeos gravados. Só falta editar. Acho que vocês vão gostar. A manta de bebê ficou linda e a futura mamãe amou receber o presente. Depois vou fazer um vídeo e uma postagem no blog contando mais detalhes dessa peça. Foi bem emocionante!!
Até mais!

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