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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tutorial para foundation

Essa semana coloco pra vocês um tutorial ensinando a fazer foundation.
É uma técnica de patchwork muito útil quando o padrão a ser formado com os tecidos utiliza ângulos variados. É só seguir as marcações que as costuras se encontram no perfeitamente. O foundation tem sempre linhas retas.
Aqui no Brasil as amantes dessa arte gostam de utilizar uma entretela bem fininha como base, mas nos Estados Unidos e em outros países (pelo menos até onde eu sei) usam papel. A vantagem para se usar a entretela é que ela não precisa ser retirada. Um trabalho a menos.
Apesar dessa vantagem eu gosto de usar o papel e vou ensinar esse método pra vocês, mas quem desejar usar o outro método é só passar o risco para uma entretela fininha. Entretelas mais grossas dão um efeito endurecido ao trabalho.
 O risco pode ser xerocopiado ou desenhado num papel ofício. Repare que em cada  espaço há uma numeração. Quando for costurar essa numeração deve ser obedecida.
 O padrão escolhido é de uma tulipa, então eu escolhi um cor de rosa para o tecido central que corresponde ao número. Para evitar problemas de falta de tecido, o meu retalho é maior que o necessário.
 O tecido é colocado na parte de trás do desenho com o lado direito pra cima. Coloque o mais centralizado possível, garantindo que irá sobrar uma margem de costura maior que 1/4 de polegada ou 0,75 cm de cada lado. Para me certificar eu coloco o tecido e o papel contra a luz.
Prenda com um alfinete. 
Coloque o segundo pedaço de tecido sobre o primeiro. Dessa vez com o avesso para cima. Esse tecido também deve ser um pouco maior que o necessário para o espaço número 2. Para me certificar de que o tecido cobrirá tudo eu sempre coloco o papel junto com o tecido contra a luz.
 Onde está dobrado na foto, é onde deverá ser feita a primeira costura. Entre o quadrado 1 e 2.

 Aqui mostro as duas peças costuradas.
 Eu gosto de usar uma régua para foundation para deixar as bordas bem certinhas. Mas se você não tiver essa régua, isso não te impede de fazer o foundation. Apare com outro tipo de régua ou, pule essa parte se as suas bordas não ficaram muito grandes.
 Nessa foto mostro como coloquei o tecido de número 3 sobre os tecidos 1 e 2.
 Aqui estou costurando o tecido 3.
 Como ficou depois de costurado.
 aparando o tecido em excesso das extremidades.
Costurando o pedaço de número 4.
 Como ficou depois de costurado.
Aparando as extremidades.
 Depois de colocar os tecidos de números 5 e 6. Ainda sem aparar as extremidades do bloco.
 Aqui o bloco com as bordas todas aparadas.
 Só para vocês verem como ficou a parte de trás, ainda com o papel.
Retirando o papel. Para facilitar a retirada do papel eu gosto de usar um ponto pequeno.
 Depois de retirado o papel.
Se o projeto for feito com vários blocos, eu acho melhor retirar o papel só depois que todos os blocos estiverem montados, o papel mantem o tecido no lugar, pois muitas vezes a trama do tecido é costurada de maneira enviesada e isso pode ajudar a deformar o bloco.
Sempre que você ver um projeto de patchwork com numeração das peças e linhas retas, você já sabe que é um projeto de foundation. Se preferir, para facilitar o entendimento do projeto, e não errar na escolha dos tecidos você pode escrever junto com o número a cor do tecido ou pintar. O que for mais prático para você.
Espero que as dicas de hoje possam te ajudar a fazer várias peças lindas usando essa técnica.
Até a próxima semana.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Informação de graça ou só paga?

Resolvi tratar desse assunto depois que vi a publicação de uma amiga no Facebook. Nessa rede social ela postou um passo a passo ensinando a por um barrado de tecido em um pano de prato. Nada muito complicado, mas uma informação preciosa para quem não tem muitas habilidades com a máquina de costura.
Vi as várias fotos do passo a passo e depois me deparei com um comentário dessa minha amiga, afirmando que algumas professoras de patchwork haviam reclamado dessa sua atitude. 
Voces não vão acreditar.... teve professoras me xingando por causa desse pap...disse que assim eu nunca vou ganhar dinheiro com patchwork...ao invés de eu dar aula paga fico colocando pap de graça...”
Será que essas professoras que reclamaram têm alguma razão? Será que ensinar patchwork sem cobrar por isso é tão ruim assim?  O que será que se perde ao se ensinar de graça?
Eu adoro ensinar às pessoas.  Diariamente recebo e-mails de pessoas me pedindo informações sobre alguma coisa. Eu acho isso normal. Sempre que posso repasso a informação, principalmente quando não é uma coisa que vai tomar muito do meu tempo. Cada vez que ensino eu aprendo mais sobre o assunto.
Até mesmo aqui no blog, gosto de reservar espaço para ensinar técnicas para iniciantes. É uma coisa que gosto de fazer. Será que isso reflete em algum tipo de prejuízo pra mim? Eu prefiro acreditar que não.
As informações que coloco no blog, ou que qualquer outra pessoa disponibiliza na internet sobre patchwork, em minha opinião, é como um cartão de visitas que mostra um pouco do nosso nível de conhecimento.  Já tive diversas alunas que me procuraram depois de ver o meu blog. Acho que isso é bom, pois elas já sabem mais ou menos o que esperar de mim.
As professoras que reclamaram da atitude da minha amiga, a meu ver, só demonstram o quanto estão desatualizadas. Nos blogs brasileiros que tratam do patchwork é possível encontrar muitos tutoriais ensinando uma grande variedade de técnicas e nos demais blogs de patchwork espalhados pelo planeta a variedade é muito maior. Ou seja, se a informação não vier através das professoras de patchwork do Brasil, virá através das professoras do resto do mundo. O Google tradutor está disponível “gratuitamente” a qualquer um que desejar usá-lo.
Não adianta lutar contra isso. É uma tendência mundial. O que nós, professoras de patchwork, devemos fazer é estar sempre à procura de novidades, investindo em livros e cursos. Querer viver às custas de informações que se conquistou há anos atrás não combina mais com os dias atuais. Aliás, isso vale para qualquer profissão.
Graças a internet, a informação é algo que está acessível a todos e não adianta quer ir contra a maré. Temos que nos adaptarmos aos novos tempos e deixar de lado a acomodação para seguirmos aprendendo cada vez mais.
Você concorda com esse ponto de vista?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Costura invisível à mão.

As iniciantes no patchwork normalmente têm um pouco de dificuldade em fazer a costura do viés à mão com pontos invisíveis. Hoje fiz um passo a passo cheio de fotos com o objetivo de tirar todas as dúvidas de quem se sente insegura na hora de fazer esse tipo de acabamento.

O primeiro ponto eu coloco na parte de cima de maneira que ele fique escondido quando virar o viés para baixo.
Depois faço um ponto de alinhavo pequeno bem onde o tecido do viés está dobrado.
Logo abaixo da costura do viés faço outro ponto de alinhavo começando onde termina o ponto no viés.


Depois é só puxar a linha e fazer a mesma coisa nos pontos seguintes.
Quando chego nos cantos eu costuro até o final e faço um arremate.
Volto com a agulha logo abaixo da costura do viés.
Faço um pequeno ponto pra fixar o viés.
E subo com a agulha para fazer a costura invisível no canto mitrado do viés.
Esse mesmo procedimento deve ser feito na frente do trabalho.
Depois retomo a costura: um ponto de alinhavo no viés e outro no forro.
Nessa foto mostro como faço o arremate quando a linha acaba.
Nessa outra foto mostro como fica o canto.
Aqui, como a costura ficou.
Com a prática o seu ponto irá melhorando. Você pode tentar fazer ele maior ou menor. Apertar mais ou afrouxar o ponto. Tudo vai depender de como você gosta de ver o ponto.
Se você gostou dessa explicação, deixe o seu comentário. Vou adorar saber o que você achou.
Até a próxima.

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