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domingo, 10 de dezembro de 2017

Vintage Quilting da Orleia


Decididamente fazer um Vintage Quilting é sempre muito emocionante! Nas duas primeiras peças que fiz, eu senti uma conexão com a pessoa que fez o bordado. Era como se a peça tivesse esperado mais de 40 anos para ser finalizada por mim. Mas dessa vez, a emoção, para minha surpresa foi bem diferente.
Eu achava que seria como finalizar um trabalho, mas a emoção foi outra. A principal diferença é que o conjunto de peças que a Orleia me enviou tinha uma história que podia ser contada, apenas observando as marcas deixadas pelo tempo.
Foram oito peças: um trilho e sete lugares americanos. O conjunto foi um presente dado pela mãe da Orleia e que ela sempre fez questão de usar nos momentos festivos da família dela. Ao observar o trilho pude perceber que mesmo tendo sua utilidade, não foi muito maltratado ao longo do tempo. Já os lugares americanos estavam mais desgastados, apesar de ser possível perceber o cuidado e a determinação de mantê-los sempre bem limpos e em boa forma.
E foi justamente por perceber o quanto a sua dona cuidava deles que eu senti um pouco o peso da responsabilidade em realizar o quilting nas peças. Enquanto que na minha primeira experiência com o vintage quilting parecia que eu estava completando um trabalho, dessa vez parecia que eu estava restaurando uma relíquia familiar!
Para o trilho não tive muitos receios, mas para os lugares americanos, foi um pouco mais complicado. Por terem sidos usados em festas eles passaram por muitas situações difíceis e essas situações deixaram marcas que os fragilizaram. Normalmente eu uso agulha 16, mas nesse caso eu optei por usar uma agulha um pouco mais fina, a 14 e também usei um tecido de forro mais fino para que o ponto do quilting não ficasse desregulado.
O que eu achei mais engraçado nesse trabalho, foi que parecia que as peças falavam comigo. Tinha momentos que eu me pegava imaginando as festas e como essas peças se sentiam felizes e orgulhosas de poderem sair das gavetas para serem exibidas nos momentos de reunião familiar! Parece meio louco, mas foi bem assim...
No centro das peças eu resolvi fazer uma trança de plumas e na borda externa também coloquei plumas, mas dessa vez espelhadas.. Apenas fiz algumas adaptações para que os padrões pudessem ser executados nos dois tamanhos de peças.
Como padrão de preenchimento ao redor dos bordados eu coloquei linhas retas, Mctavisching e bolinhas.
Foi muito gratificante fazer um trabalho com tanta história. Agora as peças estão preparadas para brilharem mais uma vez nas festas de final de ano da minha amiga!
E não posso deixar de encerrar essa postagem sem agradecer a Orleia por confiar em mim para adicionar mais beleza em peças já tão lindas!



Obrigada por sua visita e nós vemos semana que vem!





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Acabe com o medo de projetar blocos de patchwork

Nas viagens que fiz nós últimos anos pude perceber um movimento de professoras que querem se preparar para oferecer cursos de melhor qualidade para as suas alunas. E dos cursos preparatórios que eu tive a oportunidade de tomar conhecimento, o da Ivi Frantz é o que tem as melhores referências.
A primeira turma já está com as vagas esgotadas!

Se você é professora de patchwork e deseja se sentir mais segura para fazer os projetos de quiltings sugeridos por suas alunas, não deixe passar a oportunidade de fazer o curso "Desvendando os Segredos do Patchwork" que a Sonho de Retalho está oferecendo com a professora Ivi Frantz. É um curso intensivo de três dias, onde a aluna vai se sentir confiante para reduzir e aumentar os blocos, fazer barras trabalhadas e transformar qualquer projeto para atender às suas necessidades.
Segundo Ivi, o objetivo do seu curso "é fazer com que as alunas sejam independentes e possam decifrar um projeto com facilidade".
Para ver o que as alunas da Ivi estão fazendo basta visitar o perfil dela no Facebook.
Alguns depoimentos de alunas dela:
Cristiane Hirt 
"Amei este aprendizado todo contigo durante este ano...Como disse uma aluna sua outro dia, tuas aulas são libertadoras...depois de estudar contigo não mais nos reduzimos a reproduzir projetos e sim calcula-los de acordo com nossos interesses, do tamanho e forma que desejarmos...Um privilégio aprender contigo querida Ivi Frantz...Tu formas professoras e hoje se minhas alunas crescem a olhos vistos todas devem indiretamente a ti, além de mim é claro".


Vanda Cotosck 
"Já fiz curso com várias professoras maravilhosas.....mas tenho certeza que existe uma Vanda Cotosck de antes e de depois da Ivi Frantz.....vc é simplesmente libertadora.....faz bem para a cabeça e para a alma. Não me canso de agradecer a Deus ter cruzado com vc nesta vida". 


Então amigas, era esse o assunto que eu queria trazer para vocês hoje. Espero que tenham gostado. Semana que vem volto com imagens de um quilting vintage que fiz para minha amiga Orléia Hofmann!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Vamos participar da troca do 4º bloco ao redor do mundo?

Recebi recentemente da revista alemã Quilt Aroud the World um convite dirigido a mim e as leitoras do meu blog para participarmos de uma troca de blocos de quilting junto com quilters de vários outros países. O tema dessa edição é Back to Nature (De volta à natureza). Achei a proposta bem interessante e resolvi repassar o convite para você que me segue e tem vontade de manter contato com mulheres de várias parte do mundo que têm a mesma paixão que você por quilt.

Podem participar quilters principiantes, ocasionais e profissionais. É preciso apenas projetar nove blocos de patchwork (15 x 45 cm) em tons de verde com base no tema "Back to Nature" e enviá-los para a organização do evento, que se encarregará de redistribuir os blocos. Ou seja depois de algum tempo você vai receber um pacote surpresa contendo nove blocos diferentes, vindos de diferentes partes do mundo.

O prazo para entrega dos blocos é 28 de fevereiro de 2018. Você pode encontrar todos os detalhes dessa troca nesse link ou no site da Quilt Around the WolrdNa edição anterior participaram 270 quilters de 22 países.

Para participar é preciso pagar uma taxa de 25 Euros que será usada para cobrir despesas de transporte, embalagem e reenvio dos blocos, além de exposições e catálogos entre outras. Do valor da taxa, será doado pelo menos 1 Euro para os Médicos sem Fronteiras. 

É preciso também enviar nove cartões postais da sua cidade ou país com informações sobre você (família, e-mail, passatempos, profissão) e pelo menos uma saudação pessoal.
Acredito que essa é uma ótima oportunidade para entrar em contato com quilters de outros países e recomendo que você participe desse evento, pois além de ser uma atividade interativa ainda vamos colaborar com uma instituição internacional de apoio a pessoas carentes ao redor do mundo, que é o Médicos sem Fronteiras.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Árvore Frondosa da Astrid

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que eu sou uma apaixonada por bordado. Uma das bandeiras que eu resolvi trazer aqui para o blog foi justamente o resgate da história do bordado brasileiro que teve seu apogeu nos anos 60 e 70. E foi justamente essa minha determinação de juntar os fragmentos dessa história que me aproximou da Astrid Nogueira. Ela viu minhas postagens sobre as linhas Varicor e me procurou para contar das suas experiências com o bordado na sua família. E foi a partir desse nosso encontro que a Astrid também se engajou nesse ideal de recontar a nossa história e hoje está viajando de motorhome pelo sul do país e aproveitando para ensinar como fazer a sua Árvore Frondosa que é feita com as linhas Varicor.
 Como a Astrid teve que fazer uma parada em Novo Hamburgo, ela me convidou para um delicioso café e me presenteou com um kit para que eu execute um de seus bordados mais exuberantes: a Árvore Frondosa!
A peça pronta e o kit que eu ganhei! 
 Passei uma tarde agradável com minha amiga e pude ver de perto muitos bordados encantadores que ela fez!
 Foi por causa desse motorhome que acabamos nos conhecendo. Tem um vídeo no meu canal onde contamos um pouco dessa história.
 Conversa e café!
 Astrid e eu. 
 Além de fazer o vídeo aproveitamos que o motohome estava passando por umas adaptações para cruzar a fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina e fomos conhecer a fábrica da Itapoã. 
Eu nunca tinha entrado num motorhome e fiquei simplesmente apaixonada por esse estilo de vida.
 Agora vou tentar convencer meu marido a comprar um quando ele se aposentar.
 Já pensou eu num motorhome, viajando pelo Brasil dando cursos... 
 Pude rever o bloco que eu fiz para uma colcha do grupo do Facebook.  
 Nessa foto estávamos acertando os detalhes da gravação do vídeo.

Não posso encerrar essa postagem sem os agradecimentos à equipe da Itapoã que permitiu a nossa gravação no pátio da empresa, a minha filha Ana Carolina que de muito boa vontade comandou as gravações e a Astride e seu marido (Siqueirinha) que nos receberam tão bem. E um segundo agradecimento a Astrid por ter me presenteado com o kit da Árvore Frondosa. Fiquei muito feliz, mas ao mesmo tempo sentindo a responsabilidade de dar vida à minha árvore.

Se você, como eu, também ficou desejando um dia ter um motorhome, segue os contados da Itapoã:
www.instagram.com/itapoamotorhomes/?hl=pt-br
Itapoã Motorhomes 🚍Fábrica de Motorhomes ✉️vendas@itapoamotorhomes.com.br 📞+55(51)3525.0472
E caso você que é do sul queira fazer um curso com a Astrid pode entrar em contato com ela pelo Facebook: www.facebook.com/astrid.siqueirinha
Ou por e-mail: astridnogueira@gmail.com
Até semana que vem amigas!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Capa de travesseiro com triângulos.

Faz um tempo que eu terminei a colcha da Ana Carolina, mas não podia considerar o trabalho concluído porque ainda faltava a capa de travesseio. Graças à Deus, finalmente, consegui terminar e entregar para a dona que já estava me cobrando!
É tão bom e gratificante dar de presente algo artesanal, feito por suas próprias mãos. Ainda mais quando a pessoa que é presenteada gosta!

A colcha já tinha sido feita com sobras de outros trabalho e essa capa de travesseiro, foi feito com as sobras das sobras!
 Quase não tinha mais tecidos para fazer as combinações.
 Mas acho que no final ficou muito bom. 
 Amei o feito que consegui com o padrão de quilting super simples. Nessa foto da parte de trás podemos ver que menos é mais! Um único movimento que criou vários padrões secundários! 
 Na parte de trás da capa de travesseiro eu criei esse padrão floral bem feminino!
A borda da parte de trás foi feita com metades de hexágonos. Entretanto não foi algo pensado. Foi a solução que encontrei para que ficasse no tamanho certo. Como disse antes, essa capa foi feita com as sobras das sobras!
 Usei essa parte que sobrou para fazer a aba da capa de almofada.
 Uma visão da parte interna.
 Amigas essas são as minhas novidades dessa semana. Espero que se sintam inspiradas. Se você gostou vai ter um vídeo mostrando o processo de emenda dos triângulos. Não se esqueça de se inscrever no meu canal do Youtube para receber as notificações de quando eu postar novidades por lá!
Tem algo que eu acho que vale apena dar uma olhada, é uma postagem mostrando o desgaste de uma colcha após 10 anos de uso!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Limeira em Patchwork distribuiu mais de 12 mil reais em prêmios em 2017

Depois da minha postagem questionando os critérios de julgamento do Festival Internacional de Quilt e Patchwork de Gramado, resolvi me inteirar dos regulamentos de outros festivais brasileiros. O primeiro que eu analisei foi o da cidade de Limeira em São Paulo. Apesar de nunca ter ido à Feira de Limeira, sempre ouvi comentários positivos sobre a organização e ao volume de pessoas que o evento atrai.

Sabia que Limeira tinha um concurso, mas nunca procurei me aprofundar mais no assunto. Mas ao analisar as regras do concurso eu tive a grata surpresa de descobrir que o montante da premiação em dinheiro. Esse ano foram distribuídos 12.800,00 em prêmios. Os prêmios vão do primeiro ao 12º colocado. Achei esse fato totalmente inusitado para os padrões dos festivais que eu conheço no Brasil.
Entretanto para participar do Concurso de Limeira é preciso criar uma peça seguindo o tema proposto pela organização. Esse ano o tema foi a Música Popular Brasileira e os participantes tiveram que criar uma peça inspirada numa das 32 músicas indicadas no regulamento.
No concurso de Limeira qualquer um pode participar. Não existe categorias, não tem limite de idade e é aberto para pessoas de todo o Brasil. Esse ano a dimensão das peças deveriam obedecer a medida de 70 cm x 90 cm (Na horizontal ou na vertical). Só pode ultrapassar 5 cm dessa medida e é obrigatório que o trabalho seja inédito.
Cada trabalho deve ter apenas um autor, mas cada autor pode concorrer mais de uma vez. Pelo que entendi, isso significa que a peça deve ser emendada e quiltada pela mesma pessoa. Em outras palavras: eu não poderei contratar o serviço de outra pessoa para fazer o quilting.
Se você ficou interessado em participar do Concurso de Limeira deve enviar uma mensagem para pedagogicoparticular1@cpplimeira.com.br e solicitar uma via do regulamento. Se você mora em Limeira, pode ir direto à sede administrativa do Centro do Professorado Paulista (CPP), na Rua Alferes Franco, 870. O horário de funcionamento é de Segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 17h. O telefone de lá é (19) 3713.4548.
Os prêmios são divididos assim:
!º lugar - 4 mil reais.
2º lugar - 3 mil reais
3º lugar - 2 mil reais
4º e 5º lugar 1 mil reais
6º ao 12º lugae 300,00 reais

Além disso todos os outros participantes recebem diploma de Honra ao Mérito pela participação.
Preciso advertir que o prêmio para o primeiro lugar é aquisitivo. Ou seja, o autor ganha o prêmio e os organizadores ficam com a peça.
As informações postadas aqui se referem ao concurso de 2017. Ainda não tive acesso ao regulamento de 2018.
Gostei muito de saber dar regras do Concurso de Limeira. Vou tentar me inteirar das regras de outros concursos. Vocês poderiam ajudar me indicando outros festivais de patchwork e quilting?
Se você já participou do Concurso de Limeira, sinta-se à vontade para deixar aqui o seu comentário com suas impressões sobre o evento. Ficarei muito agradecida.
Abrigada a você que sempre vem me visitar e semana que vem volto com mais novidades!



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Vem aí minha primeira aula online!

Semana passada foi bem agitada para mim. Passei dias bem agradáveis na companhia de amigas. Foi tudo muito desafiante, mas ao mesmo tempo gratificante. Principalmente porque finalmente vou poder atender a uma demanda do público que me segue que é oferecer curso online.
A Stella Hoff é a responsável por tornar isso realidade.

A Stella me convidou para participar do portal Viver e Costura com um curso de quilting para iniciantes. Para isso eu criei um curso com um programa de treinamento de 28 dias e mais uma semana de bônus, no qual eu vou acompanhar a aluna durante os treinos, explicando como devem ser feitos.
É um curso voltado para quem se sente insegura sobre como começar a treinar. Acredito que a proposta do portal Viver de Costura é muito boa. São aulas gravadas e editadas em partes, ou seja você vai poder ir direto para aquela etapa do treino que estava fazendo sem ter que passar por todo o conteúdo anterior.
Provavelmente o curso será lançado nos próximos 15 dias. Espero que se você tem vontade de aprender a quiltar comigo, possa aproveitar essa ótima oportunidade. Assim que o curso estiver disponível vou divulgar aqui no blog! Você também já pode ir se cadastrando para receber notificações de quando o curso for lançado no portal clicando nesse link.
Como fui gravar em Ubatuba, aproveitei a oportunidade para rever as amigas e conhecer essa linda cidade do litoral de São Paulo.
Tive um dia maravilhoso na companhia da minha amiga Sueli Zalesk. Ela foi minha aluna do meu primeiro curso em São Paulo, na cidade de Americana. Ela viajou de carro por mais de seis horas ficamos hospedadas no mesmo hotel e trocamos muitas "experiências" de vida. Assim nasceu nossa amizade!
Então é isso amigas. Muito obrigada por sua companhia e apoio. Espero que tenham gostado das novidades dessa semana. Em breve pretendo voltar ao assunto festival de quilting, com sugestões e análises das regras.
Por favor me ajudem divulgando o meu curso online!!!
Até semana que vem!

domingo, 1 de outubro de 2017

Mandala da Sônia Goldoni

 Como prometido semana passada estou compartilhando com vocês imagens de mais uma peça quiltada para a Sônia Goldoni.
 Achei desafiante encontrar padrões que se encaixassem nas formas que ela criou.
 No meu entendimento era importante fazer com que o quilting desse uma ideia de movimento.
 Ou melhor dizendo valorizasse o movimento da mandala.
Aqui uma foto do processo de marcação da peça. Improvisei uma mesinha de centro com tempo de vidro como mesa de luz.
Por enquanto é só. Mas quero deixar registrado aqui o meu agradecimento a todas vocês que publicamente ou de maneira particular demonstraram o seu apoio à minha reflexão da semana passada sobre os critérios de julgamento das peças do festival de Gramado. Me senti feliz também porque todas que se manifestaram, tanto aqui no blog, como nas redes sociais, o fizeram com respeito às partes envolvidas e isso é muito bom!
Até semana que vem com mais novidades!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Esse é um critério justo?

Antes de entrar no tema principal da minha postagem quero deixar bem claro a importância que o Festival Internacional de Quilting e Patchwork de Gramado teve na minha vida. Se não me engano foi durante uma visita à edição de 2005 que eu decidi que iria me tornar uma quilter. A partir dessa data tudo que fiz foi com o objetivo de me aperfeiçoar. Fiz cursos com professoras de quilting, voltei à faculdade, onde fiz duas pós-graduação (Docência Superior e Comunicação na Moda), voltadas para o meu crescimento nessa área que tanto amo, comprei inúmeros livros que tratam do assunto e através da internet, estou sempre me colocando a par do que as quilters brasileiras e americanas estão fazendo.
Nós últimos anos o nível dos trabalhos que quilting melhoraram muito. Lembro que era comum ver peças participando da mostra competitiva com padrões de quilting muito simples, sem muita técnica. Hoje dá gosto de ver como as profissionais se aperfeiçoaram. É possível admirar peças com um grande nível de dificuldade. Brasileiras fazendo trabalhos na área do quilting que são reconhecidos a nível internacional.
E a maioria dessas quilters que chegaram a esse nível trabalham numa máquina estacionária, ou seja, não contam com as facilidades de uma longarm. Normalmente usamos uma máquina industrial adaptada para quilting. E não é fácil preparar uma peça para ser quiltada numa máquina estacionária, principalmente se for uma peça grande. É preciso espaço, temos que prender as três camadas para que não saiam do lugar e ainda temos que manusear a peça para dar forma aos padrões de quilting.
Numa longarm o preparo da peça é bem mais simples e rápido. E ainda tem algumas facilidades que a reta adaptada não nos oferece. Entre essas facilidades está o regulador de ponto e a praticidade de quiltar com régua. Você pode dizer que existem réguas para quiltar com a máquna estacionária, mas eu garanto que não é tão fácil quanto numa longarm.
Existe no Brasil muitas quilters de máquina estacionária que apresentam trabalhos com uma consistência no tamanho do ponto incrível. E isso não é fácil conseguir. É preciso muitas horas de treino. Nos meus cursos costumo comparar as quilters com pilotos de avião, quanto mais horas de voo, mais habilidade e experiência. A mesma coisa para mais horas de quilting. Numa longarm basta apertar alguns botões e o ponto sempre sairá do mesmo tamanho!
Será justo um festival colocar peças que foram quiltadas numa longarm e numa estacionária para serem avaliadas na mesma categoria? Não estaria na hora do Festival de Gramado por conta da sua história e importância para o patchwork e o quilting no Brasil fazer uma distinção nessa categoria?
Acredito que os organizadores de um Festival que tem uma mostra competitiva deve ter por princípio a preocupação com a elaboração de critérios justos.
Estive presente ao 20º Festival de Gramado e pude ver a grande quantidade de peças que foram feitas numa máquina estacionária que tinha um quilting excepcional, com nível de dificuldade, pontos regulares e preenchimento harmonioso. Não pude deixar de me questionar do porque de não ter uma categoria específica pra elas.
Acredito que o fato de competir de igual para igual com uma longarm quilter torna a competição desleal. Isso não é uma medida incentivadora. Por que eu iria competir num festival se estarei competindo com uma concorrente que tem um equipamento que apresenta funcionalidades melhores que o meu?
Dito isso, chegou a hora de comentar sobre a minha incredulidade ao ver a peça que ganhou o prêmio de melhor quiltng na 20ª Edição do Festival de Gramado. Eu não precisei de mais de 30 segundos para perceber que a peça foi feita numa longarm e que continha várias inconsistências com relação ao preenchimento do quilting. A peça apresentava uma densidade de quilting muito pequena no centro, o que não combinava com os padrões do meio e das bordas. Além de que os padrões do centro me pareceram feitos por computador, pois os cantos dos motivos não coincidiam com os cantos dos blocos.
Ao ver a peça escolhida fiquei me perguntando o que a comissão julgadora usou como critérios de julgamentos. Acredito que deva ter alguma boa explicação para a escolha, mas ao meu ver, nada que justifique, pois tinham peças feitas em longarms que apresentavam um nível de preenchimento melhor e mais cuidadoso, na minha opinião. Daí me vem outra pergunta: qual o nível de entendimento das avaliadoras do quilting desse festival? São pessoas que sabem quiltar? Essas pessoas sabem perceber quando é feito numa longarm ou numa estacionária? Para elas esses dois tipos de quilters são iguais e merecem disputar na mesma categoria?
Tudo isso me fez rever muitos dos meus posicionamentos. Eu nunca achei que haveria necessidade de participar de alguma associação de quilting, pois eu achava que isso não afetaria o meu trabalho. Grande engano! Eu preciso fazer parte de uma associação, eu preciso participar de algo onde eu possa expor os meus pontos de vista e buscar criar critérios mais justos para as quilters de máquina estacionária. Eu acho isso fundamental para quem deseja ver o quiltng e o patchwork crescendo cada vez mais no Brasil, pois não são todas que podem comprar uma longarm. E mesmo nos Estados Unidos, onde o número de longarms é muito maior que no Brasil, existe a separação entre as duas categorias. Acho que isso é uma demonstração de respeito para quem está participando da competição.
No meu entendimento um festival de quiltng que tem uma mostra competitiva tem por finalidade principal estimular a prática dessa arte e não fazer com que seus participantes tenham uma experiência frustante. Foi o que eu senti nesse último festival. Pois tinha uma peça quiltada por mim participando da competição e me pareceu muito injusto os critérios de julgamento do quilting. Não estou aqui dizendo que a minha peça merecia ter ganhado, mas sim, que achei injusto competir contra uma longarm quilter!
Desculpe pela ausência de fotos na postagem de hoje, mas achei melhor colocar penas texto, para expor a minha opinião.
Semana que vem volto com imagens de uma peça quiltada por mim! Obrigada por ter lido esse post até o final. Sinta-se à vontade para deixar a sua opinião aqui. Você acha justo quilters de longarm e quilters de máquina estacionária competirem na mesma categoria?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Painel da Samanta (Sam Arteira)

O que eu mais gosto de quiltar é a possibilidade de poder agregar maior valor a uma peça. E isso aconteceu de maneira encantadora no painel que vou mostrar na postagem de hoje.
 A Samanta é dona do Ateliê Sam Arteira e me pediu para quiltar as peças que vão decorar a loja dela em Juiz de Fora. Me senti super honrada com esse convite e aceitei com muito gosto!
Essa é a segunda peça que quilto para ela, a primeira foi no começo do ano, quando fui dar curso lá. Se você desejar ver como ficou é só dar uma olhada no link.
 O maior desafio do projeto de quilting foi fazer com que os padrões de cada estrela conversassem entre si.
 A solução que eu encontrei foi ir fazendo padrões mais elaborados a cada parte da estrela. Na estrela interna, só linhas curvas.
 Na estrela do meio, acrescentei um pouco mais de complexidade do quilting, mas mantendo a mesma intensidade de padrões.
 Na estrela do meio entrei com linhas curvas cruzadas e padrões de plumas.
 Vejam como a estrela interna ficou encantadora apenas com linhas curvas!
 Nessa borda estreita aproveitei para colocar um dos padrões de quilting que fiz para a série que estou postando no meu canal do Youtube. Fiquei muito satisfeita com o resultado. Deu um efeito interessante, sem brigar com os outros padrões! Quem ainda não viu aproveite e dê uma passada lá!
 Na borda externa eu optei por colocar uma meia pluma com ganchos.
 O tecido com estampas muito coloridas não permite ver direito o quilting...
Nessa foto dá pra ver como eu fui acrescentando dificuldades para áreas cada vez maiores.
 Se você já me acompanha há algum tempo sabe que eu adoro postar fotos da parte de trás das minhas peças E não poderia deixar de postar as fotos dessa peça, porque ficou muito lindo!
 Para esse trabalho usei cores de linha diferente para cada área, sempre combinando com a cor do tecido do topo.
 Minha borda simples!
 Esse padrão de flor fiz inspirada nos padrões da Margareth Salomon.





Eram essas as imagens que eu tinha para compartilhar com vocês essa semana. Espero que tenham gostado. Semana que vem apareço com mais novidades!

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