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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Direitos autorais e patchwork

A capacidade de criar modelos e combinações de cores é um dom necessário para quem gosta de fazer patchwork. O problema é que nem todos têm essa capacidade bem desenvolvida. Ao admirarmos uma peça bem executada é normal ter o desejo de poder fazer uma igual ou parecida. É nesse ponto que as coisas se complicam. Nem todos têm o mesmo entendimento sobre o que é correto fazer ou não.
Não quero que esse post seja entendido como uma acusação, apenas como um ponto de partida para uma reflexão sobre um tema tão delicado. Essa semana vi uma de minhas amigas no Orkut colocar uma mensagem reclamando da cópia de um trabalho seu que foi publicado em uma revista sem mencionar o seu nome como design da peça. Ou seja a pessoa que executou o trabalho acabou levando os créditos pela criação e execução. Para evitar que seus trabalhos sejam copiados, sem os devidos créditos, minha amiga tomou uma decisão radical: não vai mais criar nada! 
É uma situação desagradável, sem dúvida. O que falta para que casos como esse não se repitam mais? A falta de conhecimento é o principal entrave, na minha avaliação. Acho que as pessoas quando não têm conhecimento das coisas acabam cometendo erros sem ao menos perceberem.
O patchwork é uma arte que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Cada vez aumenta o número de pessoas que admiram e se interessam por esse trabalho. Para as pessoas que têm por hábito copiar um trabalho de um livro ou mesmo um projeto free na internet sem esclarecer os créditos (intencionalmente ou não) é importante lembrar que a possibilidade de outras pessoas descobrirem que esse trabalho não é originalmente seu é muito grande.
Quando nos aprofundamos no patchwork, uma das primeiras coisas que aprendemos é a identificar as técnicas e trabalhos dos principais nomes que executam essa arte. Por isso se apropriar de uma idéia, mesmo sem intenção, não é bom para a imagem de quem deseja trabalhar nesse meio, principalmente publicando trabalhos em revistas. Mais cedo ou mais tarde a verdade será exposta...
Com relação a decisão tomada por minha amiga, acredito que ela acabou punindo a si mesma. Mesmo que meu trabalho seja copiado por muitas outras pessoas sem que o meu nome leve os créditos pela criação, não vou querer me punir com a falta de criatividade. Se sou capaz de criar coisas diferentes, de me inspirar olhando coisas simples do dia a dia e fazer coisas que me dão prazer, mesmo que outros queiram se apropriar de minhas ideias, não vou querer me condenar a uma vida sem criação.
Criar coisas é prazeroso, me deixa feliz. É mais excitante que levar o crédito (e isso também é bom).
Então, se algum dia você se sentir prejudicada pela falta de criatividade dos outros, não tome a decisão de punir a si mesma. Deixe a sua imaginação fluir. Divulgue seus  trabalhos em seu blog, no seu álbum do Orkut, no Picasa, revele suas fotos, mostre para os seus amigos e faça tudo o mais que puder para se exibir. Não espere que outros reconheçam o seu valor. Se valorize. Você vai ver que não se deixar abater por essas coisas é o melhor remédio.

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