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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Regras em Festival de Patchwork

Ao preparar uma peça para participar de uma mostra competitiva é sempre importante saber dos critérios que usarão para classificar o nosso trabalho. O Festival de Quilt e Patchwork em Gramado não detalha muito sobre os critérios que serão utilizados na avaliação das peças. Apenas que são quatro os principais critérios de avaliação: aparência geral, efeito visual do tampo, efeito visual do quilting e qualidade da confecção.


Mas apenas a divulgação dos critérios de avaliação não é suficiente para que possamos entender como se chega à escolha da peça vencedora. Com o objetivo de tentar entender esse processo fiz uma pesquisa na internet. Queria saber quais os métodos utilizados pela comissão julgadora. Eles se reúnem e cada um aponta a peça que mais gostou? Seria simples assim?


Encontrei um artigo de Scott Murkin da revista Quilter Professional que trata justamente desse tema. Ele afirma que para um julgamento ser imparcial é fundamental a criação de uma equipe de juízes independentes, geralmente três. Embora os julgamentos possam ser parecidos existem algumas pequenas diferenças.


As peças podem ser julgadas antes ou depois de serem penduradas no local da exposição. Julgar quando estão penduradas permite que o impacto visual da colcha seja mais bem apreciado. Julgar antes de pendurar torna o processo mais rápido deixando o impacto visual para um segundo plano, dando lugar para a habilidade do juiz de ver a abra.


O sistema de avaliação pode ser o de pontuação, eliminação ou uma combinação dos dois. Mas Scott Murkin adverte que “nenhum sistema é perfeito”.

O sistema de pontos utiliza um número pré-determinado para nota máxima. Sendo esse valor dividido entre os critérios de avaliação. Por exemplo: bordas 20 pontos, design 15 pontos e acabamentos 10 pontos. A colcha com maior número de pontos leva o primeiro lugar.

No sistema de eliminação o juiz faz comentários sobre a técnica utilizada e oferece feedback para a melhoria da peça. Se os juízes não a consideram digna de levar qualquer prêmio já é colocada de fora da disputa. As peças que não foram desclassificadas são comparadas entre si e de acordo com a sua categoria são escolhidas as vencedoras.


Existem cursos que formam juízes, como por exemplo as associações de quilters, mas juízes podem ser recrutados com base na sua experiência.


Segue abaixo algumas normas comumente aceitas em competições nos Estados Unidos:


Aparência geral – limpa, pronto para mostrar, sem marcas visíveis, sem fios soltos, sem pêlos de animais, sem odores ofensivos, sem bordas distorcidas (é mais fácil ver quando está suspenso).


Design e composição – todos os elementos individuais do design da colcha (topo, tecidos, faixas, bordas, adornos, acabamentos, etc) devem formar um desenho proporcional e equilibrado.


Obra – cantos e pontos de partida nítidos. Costuras retas e planas. Quilting onde costuras retas e curvas sejam bem definidas.


Como se pode observar são critérios muito parecidos com os usados no Brasil.


No entendimento de Murkin a escolha da peça vencedora sempre será daquela que apresentar o maior impacto visual, desde que não tenha um acabamento pobre.


Mas se você leu esse texto até aqui e se perguntou: por que participar de uma mostra competitiva, se os critérios de avaliação são tão subjetivos? O próprio Murkin responde: "Para aumentar a sua exposição no mundo do patchwork. É uma maneira de levar o seu nome a um público mais vasto. Além disso você pode definir metas de melhoria com base na avaliação dos juízes ou sua própria avaliação das mantas vencedoras. Sem falar nos motivos pessoais".


Scott  Murkin é médico da família na Carolina do Norte e design de colchas, professor e juiz de quilting em tempo livre.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas.

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