Analytics

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Que linha usar para quiltar


Na hora de quiltar uma peça de patchwork a escolha da linha deixa muita gente de cabeça quente. As dúvidas são muitas. Porém a principal é sobre que linha usar. Nos Estados Unidos, até alguns anos atrás, só se usava linha branca ou creme bem clarinho nos quilts. Nos festivais se a peça apresentasse outra cor de linha era impiedosamente desclassificada.
Ainda bem que isso é passado. Atualmente existe uma grande variedade de linhas para nossa escolha. A regra mais utilizada é a de que a linha de quilt deve ter a mesma tonalidade da cor predominante do trabalho. Mas isso também não é uma regra imutável. A linha a ser utilizada vai depender do efeito que se quer no trabalho.

Quando eu quero ressaltar o quilt eu uso uma linha contrastante. Por exemplo no tecido preto uso uma linha clara, que pode ser branca ou creme. A linha matizada dá um efeito sombreado que eu acho encantador. As linhas douradas dão um feito mais luxuoso ao passo que as linhas mais grossas de algodão dão um feito mais rústico.

Sempre que posso compro linhas para quiltar. Não tenho uma marca preferida. O que me chama a atenção é a cor da linha.
As linhas que eu mais utilizo são as de bordado. Entretanto atualmente aqui no Brasil temos muitas marcas de linhas de boa qualidade criadas especificamente para quilt.

Não recomendo o uso de linha para costura normal, pois essa linha não foi criada para dar acabamento aos trabalhos. Já a linha de pesponto dá um efeito bem rústico (quando usar essa linha, não esquecer de usar também uma agulha mais grossa).

Na bobina eu prefiro sempre usar a mesma cor que uso na parte de cima. Mas nem sempre isso é possível. Quando a linha de baixo tem que ser diferente eu procuro usar uma cor que não seja muito oposta a cor que usei em cima. Isso é para evitar que se perceba a cor da linha usada em baixo ao se olhar o trabalho mais de perto.

Espero que essas dicas possam ter ajudado.
Se ainda ficou alguma dúvida, é só postar no comentário.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Qual desses quiltes você gostaria que eu fizesse um vídeo?

O padrão já foi escolhido. Veja o vídeo aqui.

Essa semana vou postar mais algumas imagens de quiltes que tenho feito para outras pessoas.
Se você tem interesse em aprender a fazer algum dos padrões mostrados é só deixar um comentário identificando o que gostaria de fazer. Em janeiro pretendo colocar um vídeo mostrando como fazer o padrão escolhido pela maioria.
colcha de cama marrom

toalha de rosas

 trilho de mesa


 colcha de bebê (menina)


 Colcha de bebê (menino)

 capa de almofada
Espero os comentários. Se você desejar aprender algum outro padrão mostrado nas postagens anteriores, é só indicá-la aqui nessa postagem.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Direitos autorais e patchwork

A capacidade de criar modelos e combinações de cores é um dom necessário para quem gosta de fazer patchwork. O problema é que nem todos têm essa capacidade bem desenvolvida. Ao admirarmos uma peça bem executada é normal ter o desejo de poder fazer uma igual ou parecida. É nesse ponto que as coisas se complicam. Nem todos têm o mesmo entendimento sobre o que é correto fazer ou não.
Não quero que esse post seja entendido como uma acusação, apenas como um ponto de partida para uma reflexão sobre um tema tão delicado. Essa semana vi uma de minhas amigas no Orkut colocar uma mensagem reclamando da cópia de um trabalho seu que foi publicado em uma revista sem mencionar o seu nome como design da peça. Ou seja a pessoa que executou o trabalho acabou levando os créditos pela criação e execução. Para evitar que seus trabalhos sejam copiados, sem os devidos créditos, minha amiga tomou uma decisão radical: não vai mais criar nada! 
É uma situação desagradável, sem dúvida. O que falta para que casos como esse não se repitam mais? A falta de conhecimento é o principal entrave, na minha avaliação. Acho que as pessoas quando não têm conhecimento das coisas acabam cometendo erros sem ao menos perceberem.
O patchwork é uma arte que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Cada vez aumenta o número de pessoas que admiram e se interessam por esse trabalho. Para as pessoas que têm por hábito copiar um trabalho de um livro ou mesmo um projeto free na internet sem esclarecer os créditos (intencionalmente ou não) é importante lembrar que a possibilidade de outras pessoas descobrirem que esse trabalho não é originalmente seu é muito grande.
Quando nos aprofundamos no patchwork, uma das primeiras coisas que aprendemos é a identificar as técnicas e trabalhos dos principais nomes que executam essa arte. Por isso se apropriar de uma idéia, mesmo sem intenção, não é bom para a imagem de quem deseja trabalhar nesse meio, principalmente publicando trabalhos em revistas. Mais cedo ou mais tarde a verdade será exposta...
Com relação a decisão tomada por minha amiga, acredito que ela acabou punindo a si mesma. Mesmo que meu trabalho seja copiado por muitas outras pessoas sem que o meu nome leve os créditos pela criação, não vou querer me punir com a falta de criatividade. Se sou capaz de criar coisas diferentes, de me inspirar olhando coisas simples do dia a dia e fazer coisas que me dão prazer, mesmo que outros queiram se apropriar de minhas ideias, não vou querer me condenar a uma vida sem criação.
Criar coisas é prazeroso, me deixa feliz. É mais excitante que levar o crédito (e isso também é bom).
Então, se algum dia você se sentir prejudicada pela falta de criatividade dos outros, não tome a decisão de punir a si mesma. Deixe a sua imaginação fluir. Divulgue seus  trabalhos em seu blog, no seu álbum do Orkut, no Picasa, revele suas fotos, mostre para os seus amigos e faça tudo o mais que puder para se exibir. Não espere que outros reconheçam o seu valor. Se valorize. Você vai ver que não se deixar abater por essas coisas é o melhor remédio.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...